Objetos 3D podem ser reconfigurados após a impressão

O material fica maleável e pode ser ajustado às necessidades. [Imagem: University Saarland]

Insatisfação criativa

Por mais promissora que se mostre – e por mais disseminada que já tenha se tornado – a impressão 3D ainda não estava agradando a todos.

Além de ser capaz de fabricar na hora qualquer objeto que pudesse projetar em seu computador, Daniel Groger, da Universidade Saarland, na Alemanha, queria mais.

Ele se incomodou porque, assim que o objeto saía da impressora, não era mais possível fazer qualquer alteração nele – em sua opinião, a tão anunciada liberdade de projeto tão prometida pela impressão 3D ia por água abaixo.

“Depois da impressão, o objeto 3D é estático. Você não pode mais mudá-lo ou adaptá-lo às suas necessidades,” comentou Daniel, citando o exemplo de uma pulseira que ele estava tentando imprimir – calcule errado o diâmetro do pulso da pessoa que deverá usá-la e a pulseira se mostrará inútil.

Deformável

É claro que, ao descrever adequadamente o problema, o pesquisador encontrou a solução: ele criou um compósito plano, formado por várias camadas individuais, que pode ser controlado por um microcomputador Arduino.

Quando a estrutura impressa é energizada pelo microcomputador, ela se torna deformável quase instantaneamente.

Isto é possível porque a camada interna do compósito funciona como uma resistência elétrica, aquecendo a camada plástica a 60º C, tornando o material maleável e permitindo que seu formato seja ajustado com as mãos. Ao esfriar, ele se mantém no novo formato. Para maior estabilidade e proteção, a camada externa é feita de um plástico flexível.

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