O crescimento das energias renováveis desestabiliza atacadistas do mercado, aponta estudo da Capgemini

Relatório do Observatório Mundial dos Mercados Energéticos alerta ainda que o progresso nas tecnologias de geração elétrica provoca aceleração na Transição de Energia.

Paris, 7 de dezembro de 2017 – A Capgemini publicou hoje a 19ª edição de seu estudo anual que pela primeira vez ampliou suas fronteiras europeias e passou a abranger o Mercado global, tornando-se o World Energy Markets Observatory (WEMO) – em livre tradução Relatório do Observatório Mundial dos Mercados Energéticos”. Estudo realizado em parceria com as equipes do I4CE, do De Pardieu Brocas Maffei e do Vaasa ETT, revela que: o progresso das tecnologias de geração do setor desencadeou uma aceleração no processo de Transição de Energia, ao mesmo tempo em que o crescimento das energias renováveis continua a desestabilizar os mercados atacadistas de eletricidade e, consequentemente, os principais provedores do setor.

O relatório também destaca uma profunda mudança na forma de uso, nos comportamentos e nas expectativas dos clientes em relação à energia – como, por exemplo, o autoconsumo, as casas, os edifícios, as fábricas e as cidades (todos inteligentes), além da criação de comunidades para comprar ou gerenciar energia de uma forma diferente. Como resultado, a situação financeira dos provedores de energia continua a ser desafiadora. O relatório incentiva que os players do setor acelerem seus esforços para alavancar o poder da transformação digital.

As três principais conclusões da edição de 2017 do Relatório do Observatório Mundial dos Mercados Energéticos são:

  1. A rápida evolução das tecnologias de geração torna inevitável a penetração das energias renováveis, graças aos ganhos promovidos por sua competitividade, apesar do fim de algumas tarifas na Europa

Nos últimos 12 meses, os custos das energias renováveis continuaram a cair: incluindo-se aqui tanto os valores da energia eólica quanto o da energia solar, que estão se tornando competitivas em alguns países, em comparação com os recursos tradicionais de geração de eletricidade (nuclear, carvão, gás). Um recente leilão de plantas de geração de energia solar fotovoltaica registrou o menor custo na ensolarada Arábia Saudita, apenas US$ 17 por MWh, e os custos de armazenamento em baterias também diminuiu em algo como 20%. Ingredientes que reunidos favorecem a Transição Energética com uma intervenção política limitada.

De acordo com Colette Lewiner, consultora sênior de energia e serviços públicos da Capgemini, “os esforços em inovação & desenvolvimento e em industrialização estão impulsionando a evolução das energias renováveis, mesmo quando se considera os investimentos extras realizados em redes, em decorrência da intermitência e da distribuição da geração de energia. Atualmente, essas intermitências aliadas à ausência de revisões de preços, significa que o impacto das energias renováveis nos preços dos mercados atacadistas já ameaça o fornecimento de eletricidade e impacta negativamente nas finanças das empresas do setor de energia“.

  1. Consumidores “empoderados” pelas Energias Inteligentes estão pressionando os fornecedores do setor a oferecerem novas soluções

Todos os consumidores (residenciais, terceiro setor ou industriais) esperam agora que seus fornecedores ofereçam melhores soluções para gerir seu consumo de energia. Entre os exemplos destacam-se o autoconsumo, as casas, as edificações e as plantas inteligentes e a mobilidade elétrica. Com a participação do cliente em comunidades de energia, a forma como ela é comprada ou gerenciada coletivamente também evolui.

Para Perry Stoneman, líder do setor de energia e utilities da Capgemini: “observamos muitos prestadores de serviços públicos criando novas divisões de clientes focadas em perseguir o Santo Graal: serviços de diferenciação valorizados pelo cliente que permitem o desenvolvimento de novas fontes de receita, com melhores margens. Mesmo guardadas as variações de um país para outro, a grande maioria dos prestadores está se encaminhando para essa direção. No entanto, pouquíssimos deles, por enquanto, encontraram a receita apropriada. As habilidades de inovação e agilidade para atuar em um mercado rápido e bem-sucedido são, geralmente, perdidas”.

  1. Setor elétrico, fortemente atingido pela Transição da Energia e pelas expectativas de evolução dos clientes, dá início a grandes transformações. Agora é hora de acelerar, com a aplicação da Transformação Digital

A maior parte dos grandes players do setor lançou planos de transformação que estão sendo executados com a devida atenção especial. Este também é o caso na América do Norte, onde as finanças das companhias elétricas são menos desafiadas do que na Europa, graças ao seu menor ritmo de Transição de Energia e a diferentes regras de mercado. Além de simplificar seus processos internos, esses planos de transformação geralmente se concentram em atividades como redes de transmissão, energia verde e serviços de energia dos clientes – projetando e gerenciando novas operações e modelos de negócios. No entanto, os ganhos também podem ser alcançados no lado da geração da cadeia de valor. As tecnologias digitais vêm evoluindo continuamente para fornecer novas soluções tais como a robotização de processos, Inteligência Artificial, Internet das Coisas ou Blockchain – que não estavam disponíveis há alguns anos. O valor dos dados gerenciados – como de Analytics – também permanece amplamente inexplorado.

O World Energy Markets Observatory é uma publicação anual da Capgemini que monitora os principais indicadores dos mercados de eletricidade e gás na Europa, América do Norte, Austrália e Sudeste Asiático e relata os desenvolvimentos e transformações nesses setores. Esta 19ª edição, elaborada principalmente a partir de dados públicos combinados à experiência da Capgemini no setor de energia, se refere aos dados do ano de 2016 e ao inverno de 2016/2017. Em especial, a experiência em regulação, os desafios climáticos e o comportamento do cliente são dados, respectivamente, por De Pardieu Brocas Maffei, pelo I4CE – Institute for Climate Economics – e pelas equipes de pesquisa da VaasaETT.

Para mais informações e para baixar uma cópia do relatório acesse: www.capgemini.com/wemo

Links para infográficos: Global, Europa, América do Norte, Sudeste Asiático e Austrália

 

Sobre a Capgemini

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