Monitoramento do desempenho de aplicativos e TI híbrida

Por Kong Yang, gerente técnico da SolarWinds.

São Paulo, 28 de novembro de 2017 – No recém-publicado Relatório de tendências de TI de 2016 da SolarWinds, o monitoramento e o gerenciamento da TI híbrida foram identificados como necessidades importantes para o sucesso no paradigma da TI híbrida. Um objetivo central do monitoramento e gerenciamento da TI híbrida é o monitoramento do desempenho de aplicativos (APM). Entretanto, o APM pode ser definido de diversas maneiras, dependendo do ponto de vista. Assim, vamos primeiro desenredar o APM para então abordá-lo no contexto da TI híbrida e, finalmente, concluir com três dicas para um APM bem-sucedido no mundo da TI híbrida.

Desconstruindo o APM

A Gartner define APM como um ou mais componentes de software e hardware que facilitam o monitoramento de modo a atender a cinco principais dimensões funcionais:

  • Monitoramento da experiência do usuário final (EUM)
  • Modelagem e exibição da descoberta da arquitetura de aplicativos no tempo de execução
  • Criação de perfis de transações definida pelo usuário
  • Monitoramento aprofundado de componentes no contexto de aplicativos
  • Análise

E aqui apresentamos o significado de cada uma delas:

  • EUM é uma abordagem descendente de monitoramento.
  • Arquitetura de aplicativos no tempo de execução é o monitoramento de baixo para cima.
  • Criação de perfis de transações definida pelo usuário é o lado da equação correspondente à empresa.
  • Monitoramento aprofundado de componentes representa a conexão dos pontos entre as dependências da pilha de aplicativos.
  • Análise refere-se à criação de relatórios e à tomada de decisões.

Esta é, certamente, uma maneira de encarar o APM. Infelizmente, é fácil se perder, já que o número de recursos e sub-recursos que definem as cinco dimensões torna a proposta bastante monótona. Para alcançar sucesso como profissional de TI, é recomendável que você se concentre nos recursos mais importantes a serem usados e não na quantidade de recursos.

Comparação entre foco no código e foco na infraestrutura

Outra maneira de considerar o APM e torná-lo extremamente simples é encará-lo da perspectiva de quem é responsável pelo APM e quais ações são necessárias em relação a métricas e eventos de utilização, saturação e erros relacionados ao desempenho.

O APM centrado no código está associado aos desenvolvedores, que precisam de visibilidade de sua pilha de código. Tudo gira em torno de solução de problemas, correção e otimização da pilha de código.

O APM centrado na infraestrutura está associado aos profissionais de operações de TI, que precisam de visibilidade na pilha de infraestrutura. Tudo gira em torno de solução de problemas, correção e otimização da pilha de infraestrutura, que inclui todos os constructos que dão suporte ao aplicativo.

Você cria ou integra o aplicativo? Isso determinará a ferramenta de APM necessária em sua caixa de ferramentas. Em alguns casos, ambas podem ser necessárias, se você estiver otimizando tanto o código do aplicativo quanto a infraestrutura subjacente em que o aplicativo programado é executado.

Otimize a equação de APM para profissionais de TI

Existem muitos casos de uso e implementações de APM na TI híbrida, mas dois deles são os primários que dão origem aos demais. Um deles destina-se ao desenvolvedor e o outro ao engenheiro de infraestrutura. Em ambos os casos, tudo se reduz ao objetivo do resultado financeiro da empresa (ou seja, atender ou exceder a expectativa do usuário final). Trata-se do SLA do diretor de informática, o contrato de nível de serviço que todo CIO busca proporcionar à sua organização e aos grupos de interesse da empresa. O SLA do CIO envolve segurança, operações simplificadas e agilidade na entrega de um desempenho aceitável do aplicativo aos usuários finais.

Para os profissionais de TI, o APM envolve o equilíbrio entre o que está sob seu controle e em seu campo de ação e o gerenciamento dos contratos de nível de serviço e termos e condições dos provedores de serviços de nuvem. O desafio é otimizar a equação dinâmica e de múltiplas variáveis que agora inclui responsabilidades não tradicionais nas operações da TI.

Conclusão

O APM pode ter se tornado mais intricado e confuso com o surgimento da TI híbrida, mas isso não precisa abalar suas operações diárias, nem sua carreira na TI. Há três passos que qualquer profissional de TI pode adotar para otimizar a experiência de APM na TI híbrida:

  1. Aplicar na prática as estruturas de habilidades de TI DART e SOAR aos servidos prestados pela TI e àqueles prestados pelos provedores de serviços de nuvem.
  2. Gerenciar os serviços, SLAs e contratos do fornecedor, ao mesmo tempo que define as expectativas de qualidade de serviço (QoS) dos usuários finais.
  3. Para executar bem o segundo passo, você precisa fornecer pontos de dados suficientes, especialmente com relação às métricas de utilização, saturação e erros relacionadas a desempenho, visto que a rede conecta tudo no âmbito da TI híbrida.

Além de contar com uma ferramenta de monitoramento adequada à TI híbrida, execute bem os passos acima e sua prática de APM permitirá que sua organização permaneça segura, simples e ágil.