A linguagem computacional é o “novo inglês” na formação de crianças e jovens

O desenvolvimento de habilidades do século XXI, do pensamento computacional e da criatividade digital já são adotados nas escolas do país.

Houve um tempo em que o ensino da língua inglesa era visto como grande diferencial para as instituições de ensino de Educação Básica do país. Como componente essencial para o estudante se formar no Ensino Médio, o inglês passou a fazer parte do currículo das escolas – desde 1997, o MEC exige o ensino de pelo menos uma língua estrangeira a partir do 6º ano do Ensino Fundamental.

Assim como as escolas, os pais perceberam que dominar o inglês tornou-se habilidade essencial para as gerações atuais enfrentarem o mercado de trabalho, a crescente demanda por conhecimento tecnológico faz com que o domínio da alfabetização computacional e o desenvolvimento das habilidades socioemocionais se tornem cada dia mais importante para essa mesma geração.  Países como Coreia do Sul, Singapura e Finlândia já tornaram a disciplina obrigatória e a tendência deverá se efetivar no Brasil nos próximos anos.

Com base nessa percepção, a Mind Makers surgiu em 2016, propondo um programa de desenvolvimento do pensamento computacional. Amparada por um robusto material pedagógico, a Mind Makers passou a dispor de recursos didáticos e um currículo estruturado a partir dos movimentos CODE (que comprova a capacidade das crianças de desenvolver habilidades durante o aprendizado de programação) e Maker (que atesta o aprendizado durante o processo de manipulação e construção de objetos concretos, a famosa “mão na massa”).

Ao trabalhar desde cedo as habilidades que compõem o pensamento computacional, a criança desenvolve instrumentos mentais úteis para se tornar uma hábil solucionadora de problemas em qualquer área ou profissão. “O aumento da demanda por material e a necessidade de dominar as tecnologias abrem um horizonte promissor para que o estudante possa lidar com sua realidade”, afirma João Lacerda, diretor da Mind Makers.

Também voltada para a elaboração da chamada “internet das coisas”, a Mind Makers segue uma tendência de investimento global na área, que movimentará cerca de US$ 1,7 trilhão em 2020. Por meio de jogos e métodos para aprender linguagens de programação e desenvolver um raciocínio tecnológico, a criança aprende desde cedo a resolver problemas usando a tecnologia a seu favor, seja programando computadores, robôs ou dispositivos eletrônicos.

Na prática – Escolas como o Colégio Stella Maris, em São Paulo, e o Colégio São Francisco de Paula (Palmas/TO) adotaram a metodologia, que já está incorporada ao currículo em 2017.

“Aderimos à Mind Makers porque acreditamos que seu programa dá ênfase à diversidade cultural presente em nossa época. As atividades que são passadas aos estudantes trazem conhecimentos que eles não apenas utilizam no seu dia a dia, mas também irão utilizar no mercado de trabalho”, comenta Cláudia Coimbra, diretora do colégio São Francisco de Paula.            

Segundo ela, trabalhar as habilidades socioemocionais vai além de uma simples atividade entre estudante e computador. “Os alunos desenvolvem parcerias entre eles, aprendem a trabalhar em grupo, e isso é fundamental para a geração de hoje”, ressalta Cláudia.

Para o doutorando em Educação pela PUC/SP e também professor de Geografia do colégio Stella Maris/SP, Thiago Vale, a metodologia proposta pelo programa transforma o papel do professor dentro da sala de aula. “O professor atua com um status de orientador para os estudantes, dando feedbacks das atividades realizadas. Ele deve criar situações desafiadoras para o dia a dia do aluno, e partir das soluções dos estudantes, potencializar seu aprendizado”, explica.

Em disciplinas como Geografia, vale ressaltar a ideia de trazer os conceitos da área para mais perto do cotidiano do estudante, utilizando do movimento maker para solidificar o aprendizado. “Quando, por exemplo, estudamos placas tectônicas, partimos de uma situação-problema e usamos da construção criativa como forma de aprendizagem. Os alunos criam situações de terremotos a partir da montagem de circuitos elétricos, e dessa forma eles entendem mais cognitivamente o fenômeno”, ressalta Thiago.

Sobre a Mind Makers (www.mindmakers.cc) Inaugurada em 2016 no bairro de Moema, em São Paulo, a Mind Makers iniciou suas atividades com a proposta de aprimorar as habilidades socioemocionais e o pensamento computacional de crianças e jovens. Baseada nos movimentos CODE (que comprova a capacidade das crianças de desenvolver habilidades durante o aprendizado de programação) e Maker (que atesta o aprendizado durante o processo de manipulação de objetos concretos), a instituição rapidamente alçou novos negócios como franquia e dentro de escolas, tanto no contraturno das aulas regulares como também integrada ao próprio currículo das instituições de ensino. Liderada pelos sócios João Lacerda e Paulo Alvim, que juntos acumulam experiência de liderança em grandes companhias educacionais e de tecnologia, a Mind Makers contribui, a partir de um material com amplos recursos pedagógicos, para o desenvolvimento de mentes criativas por meio da programação, da robótica e dos inventos para a internet das coisas.