Brasil rumo ao topo na revolução digital

Realidades e falácias sobre o incentivo e o empreendedorismo brasileiro.

No Brasil há muitas possibilidades, porém, escuto isto desde a década de 60 quando estava iniciando meus estudos. Nosso país será o futuro, seremos a nova potencia. Nesses mais de 50 anos fomos superados por diversos países que fizeram a lição de casa, e o que seria essa lição de casa?

Primeiramente devemos parar de nos comparar com países como Estados Unidos e europeus. Vamos nos comparar ao Chile, Cingapura, Canada. Vamos observar as ações que podemos fazer de maneira simples e objetiva, sem uma preocupação com resultados a curto prazo.

Temos ações sendo executadas no Brasil? Claro que temos, mas o que falta? Politicas publicas, apartidárias, onde o que importa é o ecossistema. O que falta? O principio fundamental do empreendedorismo. Competências complementares sendo utilizadas de maneira a trabalharmos de maneira complementar.

Veremos apenas uma situação típica no Brasil, porque um prefeito deve se preocupar em apoiar start-ups com mentorias, consultorias, local para desenvolvimento de seus negócios, se já há aceleradoras e incubadoras para esse fim? Eu respondo de maneira simples. Ainda achamos que o melhor é fazer tudo dentro de casa.

O governo municipal, estadual e federal deveria estar focado em apoiar estes agentes apoiadores (incubadoras e aceleradoras), de maneira a permitir que estes façam aquilo que é sua competência. Não há apoio financeiro logístico e financeiro (diminuição de impostos, editais de fomento para estes agentes). Todos querem fazer a mesma coisa. Ninguém acaba fazendo nada direito pois não complementariedade adequada.

Precisamos melhorar os impostos e as legislações de constituição de empresas e sociedades, tudo acontece muito lento, como se fosse interesse do partido A e B, não interesse do País. Deveríamos ter o simples melhorado faz tempo, será apenas no próximo ano. Deveríamos simplificar totalmente abrir uma empresa e fecha-la quando for o caso. Não isso continua um verdadeiro martírio.

As leis trabalhistas são improprias para o País, para os trabalhadores e para os empresários, e mesmo assim não conseguimos evoluir, pois ainda vivemos na época dos grandes sindicatos que brigam pelo seu filão. Temos possibilidades mas precisamos mudar paradigmas enraizados e velhos.

Todos precisamos evoluir, nossa tríplice hélice é arcaica em pensamentos e valores e muito lenta para tomar decisões num mundo medido por microssegundo.

Por: Nelson Fragoso é coordenador da incubadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em desenvolvimento e inovação. Está disponível para entrevistas.