Avança debate no governo sobre Plano Nacional de Internet das Coisas

Segundo o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, BNDES fará um estudo sobre os setores estratégicos e as atividades de pesquisa necessárias para tornar o Brasil um player importante em Internet das Coisas.

Governo e especialistas que compõem a Câmara de Internet das Coisas se reuniram nesta quinta-feira (1º) no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para discutir o estudo técnico elaborado pelo Fundo de Estruturação de Projetos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que servirá de base para o plano nacional, em construção pelo governo federal. “A Internet das Coisas entrou na agenda de praticamente todos os setores econômicos. É uma prioridade que tenhamos um plano nacional para o Brasil o quanto antes para aproveitar todas as oportunidades que vão surgindo”, afirmou o secretário de Políticas de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão.

 “Hoje, discutimos um trabalho profundo de consultoria que vai ser feito pelo BNDES ao longo dos próximos meses. A ideia é construir algo especifico para o Brasil, entender quais os setores estratégicos, qual o tamanho desse mercado, onde o país é mais forte, discutir o tipo de capacitação e atividades de pesquisa que temos de fazer para tornar o Brasil um player importante na Internet das Coisas”, acrescentou.

O estudo conduzido pelo BNDES envolverá agentes públicos e privados, especialistas, formadores de opinião, organizações, associações, universidades, entidades e empresas do setor privado, e contará com o conhecimento acumulado em IoT da consultoria McKinsey Global Institute, da instituição Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e o escritório de advocacia Pereira Neto Macedo.

O Plano Nacional de IoT deverá ser concluído em nove meses contados a partir de novembro e terá três fases, que vão desde o diagnóstico do potencial impacto da IoT no Brasil e das competências que o país já possui até a criação do Plano de Ação 2017-2022.

No dia 12 de dezembro, a Câmara de IoT apresentará na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o memorando de entendimento entre o MCTIC e o banco para a realização do estudo.

Câmara IoT

Criada em 2014, a Câmara tem como objetivo acompanhar a evolução e o surgimento de novas aplicações máquina a máquina e IoT resultantes da desoneração do Fistel prevista no artigo 38 da Lei nº 12.715, de 2012; subsidiar a formulação de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento de sistemas de comunicação no setor; e promover e coordenar a cooperação técnica entre prestadoras de serviços de telecomunicações, fabricantes de equipamentos do setor de telecomunicações e entidades de ensino e pesquisa.

“A Câmara de IoT tem por objetivo promover o uso dessa nova tecnologia que surge como possibilidade de desenvolvimento econômico importante para o Brasil e o mundo. Temos a participação de todos os setores impactos, desde aqueles que serão usuários da tecnologia, a indústria, agricultura, energia, transportes, entre outros, como também os provedores de tecnologia”, explicou Martinhão.

Além de representantes do Poder Legislativo, a Câmara IoT também agregará instituições de ensino e pesquisa que desenvolvam atividades relacionadas aos sistemas de comunicação máquina a máquina e IoT e desenvolvedores de aplicações para esses sistemas de comunicação.