Artigo: Gamification e a arte de promover o engajamento entre a geração Y

Por Giuliano Machado*

Um dos grandes desafios dos gestores no dia a dia corporativo está relacionado a como engajar os colaboradores, sobretudo aqueles que pertencem à geração Y. Afinal, motivar e reconhecer um bom trabalho pode se tornar uma influência positiva nos negócios de empresas dos mais variados segmentos.

De acordo com alguns estudos, esta nova geração de profissionais apresenta algumas características em comum, como, por exemplo, conexão da vida pessoal com a profissional, flexibilidade de horários, inquietação, impaciência, imediatismo, alta remuneração e desejo de chegar rapidamente a cargos de liderança.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de que, na maior parte dos casos, são pessoas avessas a vínculos e que, por consequência, ficam pouco tempo em cada empresa. Se não conquistam aquilo que imaginam em curto prazo, não hesitam em começar novamente. Fazendo uma analogia ao mundo dos games (tão presente na vida desta geração), é como se tivessem jogando, precisassem fazer “mais e melhor” e, assim, conseguissem avançar para a próxima fase.

No entanto, para muitos especialistas, tempo é sinônimo de experiência. E, neste contexto, é preciso que os gestores se adaptem a esta nova realidade e busquem por métodos que gerem o tão desejado engajamento. Neste universo, diversas são as metodologias utilizadas, entre elas o Gamification.

Para quem ainda não sabe sobre o que se trata, é um conceito estratégico, aplicável a qualquer segmento do mercado. Por meio da adoção de jogos, promove a interação entre pessoas, envolvendo-as de maneira lúdica a fim de atingir um objetivo, trazendo não apenas resultados positivos pessoais e profissionais, como também leveza ao ambiente organizacional. Com criatividade, estudo e planejamento, faz com que os colaboradores alcancem (e até superem) metas com facilidade, deixando-os mais felizes e orgulhosos por suas conquistas.

E por que isto daria certo? Alguns números podem ajudar a responder esta pergunta. Segundo estimativas do “M2 Advisory Group”, deverão ser investidos, em 2016, US$ 2,8 bilhões em gamificação ao redor do mundo. Hoje, mais de um bilhão de pessoas se consideram jogadores ativos em todo o mundo. Destes, 92% são crianças com até dois anos de idade que já jogam por meio de algum dispositivo, como, por exemplo, os smartphones ou tablets dos seus pais. No Brasil, cerca de 60 milhões de brasileiros possuem um console na sua residência.

Não à toa que usar jogos para engajar colaboradores no ambiente de trabalho tem se mostrado como desafiador, pois, além de motivar a equipe na conquista de resultados, também é essencial para evitar (ou reduzir) o temido turnover, realidade que tira o sono de grande parte dos gestores.

Ainda que a tecnologia apresente avanços a passos largos e áreas como a Neurociência e a Psicologia (tão importantes para quem trabalha com gestão de equipes) progridam em igual escala, e tudo isso seja utilizado a favor do desenvolvimento pessoal e profissional, uma coisa não se pode negar: desde a mais tenra idade, todos são criados e incentivados a vencer, seja nos jogos, desafios diários e, principalmente, na vida pessoal e profissional.

*Giuliano Machado é Gerente de Atendimento e Relacionamento com Clientes da Mega Sistemas Corporativos e Membro do Software Advisory Board do HDI

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