10 dicas para introduzir o STEM nas escolas

São Paulo, setembro de 2017 – Em pleno século XXI, não há mais como as escolas manterem os padrões tradicionais de ensino e ignorarem o uso de soluções diferenciadas em sala de aula. Para que o Brasil siga as tendências de Estados Unidos, Reino Unido e Austrália – referências em Educação – nossos estudantes precisam ter contato com diferentes fundamentos, como os científicos e tecnológicos da robótica ainda nas séries fundamentais.

A grade curricular destes países prioriza o ensino em STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática), possibilitando aos alunos que passam por essa experiência desenvolverem habilidades diferenciadas, pois o ensino interdisciplinar facilita a compreensão e possibilita o pensamento crítico avançado e o desenvolvimento cognitivo, formando “pensadores”, que podem trazer uma abordagem holística e analítica para problemas complexos.

Quer saber como fazer parte dessa evolução? Comece seguindo as 10 dicas abaixo!

 

  1. STEM é integração: o principal objetivo do ensino em STEM é promover a integração dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática a problemas do mundo real, tornando-os tangíveis e aplicáveis aos alunos. A construção e sustentação de uma ponte, compreender como um carro de brinquedo envolve o conceito de velocidade e aceleração com a tecnologia ou como funcionam as engrenagens. Um ensino integrado auxilia na criação de teias de conhecimento que, separadas, não possuem a mesma força.

  2. Crie atividades contextualizadas e tangíveis: tornar o conhecimento tangível e interdisciplinar envolve positivamente os alunos. No começo das atividades, é sempre importante realizar perguntas sobre o tema, a fim de entender seu conhecimento prévio sobre o assunto. Você pode explorar o assunto atrito de maneira teórica e expositiva, ou pedir que os alunos construam um skate e façam diversos testes com o intuito de explorar e compreender o conceito na prática. Qual deles é mais significativo? A segunda opção torna o aluno protagonista de seu próprio conhecimento, além do aprendizado ser mais dinâmico e lúdico.
  3. Inspire curiosidade e pensamento crítico: os jovens não se interessam mais por fatos e números. Eles precisam de habilidades como pensamento crítico e visão holística, necessárias para interpretar e usar essas informações. Um dos benefícios mais importantes do STEM é que os conceitos são ensinados de maneira contextualizada e com perguntas abertas, a fim de despertar a curiosidade. Instigue-os a fazer perguntas e a tornarem-se aprendizes autossuficientes.
  4. Aprenda fazendo: o ensino em STEM começa com atividades que exploram problemas do mundo real e inserem os estudantes em contextos desafiadores. A grande vantagem é o trabalho em pequenos grupos baseado no sistema “hands-on” (mãos à obra), por meio do uso de diversos materiais, estimulando a experimentação e a realização de diversos testes científicos.
  5. Faça conexões: O aprendizado não pode ser algo separado em pequenas “caixinhas”. Ensinar um conceito sem apresentar contrapontos, por exemplo, dificulta a resolução de problemas do dia a dia.  Utilizar contextos reais cria uma teia de conhecimentos que auxilia os alunos em estabelecer relações e a resolver problemas.
  6. Estimule a colaboração: criar uma atmosfera de colaboração entre os estudantes é uma excelente estratégia para desenvolver as habilidades de trabalho em equipe, respeito, a escutar ideias diferentes e a buscar soluções para um problema em comum. Dividir funções e criar grupos heterogêneos coloca o aluno em diversas situações, estimulando o surgimento de competências diversas.
  7. Celebre os desafios e possíveis “erros”: o erro sempre nos estimula a achar uma solução mais do que os acertos. Promover atividades desafiadoras, nas quais os alunos correm diversos riscos de “errar”, é uma estratégia recomendada, pois a Ciência é feita a partir de hipóteses e testes – e o erro é algo comum na produção de conhecimento.
  8. Professor mediador: a antiga forma de ensinar, transmitindo conteúdos e conceitos de maneira expositiva não desenvolve habilidades necessárias no século 21. Realizar perguntas, ao invés de dar respostas, encorajar o questionamento e a experimentação são atitudes necessárias para que o professor se torne um mediador do conhecimento, não o detentor dele.

  9. Valorize cada etapa do ensino: tome cuidado com a avaliação. Há formas de avaliar que valorizam todo o processo de aprendizado, desde a concepção do projeto até a forma de apresentar o resultado final. A criação de indicadores processuais de avaliação é uma excelente alternativa para que todo o projeto seja levado em consideração, não apenas um único momento.
  10. Seja um exemplo: busque sempre conhecer novas ferramentas, mantenha-se atualizado, desenvolva metodologias e sequências didáticas que priorizam o aprendizado e não tenha medo de ousar e arriscar. O sucesso de um bom professor vem da observação de bons modelos e da reflexão sobre a prática docente.

 

Sobre a LEGO® Education:

Divisão educacional do Grupo LEGO, a LEGO® Education oferece experiências lúdicas de aprendizagem e soluções de ensino com base no sistema LEGO® de blocos de montar, material curricular adaptado e relevante ao currículo nacional, recursos digitais e formação de professores para educação infantil, ensino Fundamental e Médio e atividades extracurriculares.

No Brasil há mais de dez anos, está presente em aproximadamente 4 mil escolas de ensino básico do país, e é distribuída pela MCassab oficialmente desde 2016.